Outros Textos

 

[...] quando conheci a escritora e jornalista  portuguesa Alexandra Lucas Coelho no Rio de Janeiro, em 2010,  apelidou-me de imediato de Dylan Thomas:


"Dylan Thomas apareceu na praia. Chamaram-me, voltei a cabeça, e era a cara dele à minha frente, com aquele topete de caracóis e sem álcool. Dylan Thomas aos 20 anos."

soube depois, quando já havia criado um personagem para suas crônicas no jornal O Público, agora reunidas no livro Vai, Brasil (Tinta da China, 2013), publicado em Portugal. ela me achava parecido com o poeta inglês.


achei engraçado, fui rever a imagem do poeta. há semelhança, o cabelo ondulado e o olhar triste, um pouco mais gordo talvez. ao apelido acrescentei um sobrenome: Tupiniquim.

"O Dylan Thomas que batizei na praia agora assina Dylan Tupiniquim. Brasileiro não teme deixar de o ser, ao comer o outro fica mais forte. Antropofagia é fusão, seria a saída para israelitas e palestinos."

no Brasil, tive a alegria de receber esta portuguesa-carioca com a benção dos Orixás: na praia de Ipanema com Yemanjá e na Floresta da Tijuca com Oxóssi e Oxum.

"Dylan Tupiniquim me abriu as magias..."

e você, caríssima Alexandra, com sua brincadeira me fez reler os versos do poeta idolatrado pela geração beat: "não entre tão depressa nessa noite escura" – se tornou meu mantra.

feliz com sua passagem pelo Brasil (em breve ela retorna a Portugal, infelizmente), sigo seus passos na escrita, trilha amorosa do presente. já estou com saudades de sua amizade que tanto me enriquece; admiro e me encanto por sua paixão pela literatura.

amor, Ramones, seu Dylan Thomas Tupiniquim.

Rio de Janeiro, 14 de fevereiro de 2014.

 

ps: com meu bigode, como você percebeu, estou agora mais para "Chico Buarque fase-bigode" anos 70.


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