O ‘RUÍDO’ DE LUIZ ZERBINI

Artista plástico carioca ocupa a Galeria Laura Alvim, em Ipanema

Por Ramon Nunes  Mello [Portal Cultura.rj 2009]

 

Luiz Zerbini mostrou suas obras no Brasil pela primeira vez, em 1984, no Rio de Janeiro, na grande coletiva Como vai você, Geração 80?, uma explosão da figura e do gesto na pintura, uma produção hiper-figurativa, com cenas de inspiração surrealista.

De lá pra cá, sua pintura passa por grandes modificações, mas sem perder a identidade solar tão característica de sua obra. Após um jejum de cinco anos, Luiz Zerbini ocupa, sob a curadoria de Lígia Canongia, a Galeria Laura Alvim com Ruído, sua 29º exposição individual – realizada de materiais inéditos e datados de 2009, entre desenhos, instalações e vídeos. A exceção é uma escultura de 2004, em cerâmica e vidro, que Zerbini considera “premonitória” da sua produção atual.

Em 25 anos de carreira, a paisagem e o retrato são gêneros evidentes na composição da sua obra, e nesta exposição eles comparecem sem obviedade, junto com o reflexo, que Zerbini elege como tema recorrente da vez.

“Estou pesquisando com um trânsito entre linguagens há algum tempo. É um trabalho que interfere no outro.”, afirma o artista que, desde 1995, faz parte do grupo Chelpa Ferro, dedicado a investigações sonoras e visuais, ao lado do artista Barrão e do editor de imagens Sergio Mekler.

Ruído se refere aos defeitos da filmadora digital, enquanto Zerbini realizava o vídeo de reflexo de paisagens em águas fluviais, outro trabalho em exibição.

“São pequenos quadrados de cor acumulados em algumas áreas da imagem. O defeito tem o nome técnico de ruído. Os defeitos, os ruídos me interessam.”

A imagem dos ruídos digitais tem clara analogia geométrica com os desenhos feitos com molduras de slides de papelão. Alguns têm gelatina de cores ácidas como miolo; outros são montados com as molduras vazadas, usadas, e cores e anotações originais.

Nesta mostra, a paisagem e o retrato – gêneros evidentes na composição da sua obra – comparecem sem obviedade, atrelados ao reflexo, que Zerbini escolhe como tema recorrente do momento.

“Trabalho com temas clássicos, gosto de falar sobre pinturas. Criei superfícies que refletem a paisagem. Pinto a paisagem de outra maneira, sem interferir diretamente. Sempre me interessei pela natureza, gosto da observação da natureza. Tenho interesse pela paisagem brasileira, por botânica. Moro perto do Jardim Botânico, essas imagens fazem parte do meu imaginário. Embora as imagens figurativas apareçam no meu trabalho”

Buscando a interação criativa com o espectador, Luiz Zerbini propõe, em uma das instalações, que o visitante sente na única cadeira da sala de duas paredes pintadas de preto, com tinta automotiva de alto brilho, que funcionam como espelho. O que ele vê? Um autorretrato, de tom austero, com luz pontual.

“Crio uma situação para que a pessoa se veja refletida e faça uma reflexão sobre a arte. Refletir é necessário.”

OS LIVROS NA ERA DA WEB

Numa época de textos curtos e fragmentados, cheios de hiperlinks, como fica nossa relação com a leitura?

Por Ramon Mello [Revista Vida Simples, 2011]

 

Em uma cena, Marylin Monroe, com uma expressão concentrada, retira um livro da prateleira. Em outra fotografia, Vinícius de Moraes posa com uma de suas antologias poéticas. Ambas as imagens fazem parte do blog O Silêncio dos Livros(osilenciodoslivros. blogspot.com), nome emprestado de um dos títulos do crítico francês George Steiner. Apesar de falar de livros, o espaço virtual não traz textos, apenas imagens variadas de pessoas lendo. São ilustrações, cenas de filmes e telas de pintura que fazem pensar na relação entre os leitores e os livros. Os personagens retratados transmitem enorme prazer com o livro; tanto que é como se eles estivessem, na verdade, ajudando a criar as histórias, junto com os autores. “Grande parte das imagens que conhecemos relacionadas com leitura são de um silêncio absoluto. Existe melhor silêncio que aquele que o leitor exige durante a leitura?”, diz o português Hugo Miguel Costa, livreiro de profissão e criador do blog. A relação entre quem lê e os livros é uma relação íntima, silenciosa, cheia de carinho. Mas será que essa relação permanecerá a mesma, em uma época em que os computadores estão em toda parte, e as coisas que lemos são cada vez mais fragmentadas?

“Nos tempos que correm somos praticamente todos leitores, mas cada vez menos leitores de livros”, afirma Costa. Lemos o tempo todo: e-mails, reportagens e artigos enviados por email, frases e histórias contadas por amigos nas redes sociais, como Facebook e Twitter. Pulamos de um site a outro, seguindo os assuntos e chamadas que capturam nossa atenção, mesmo que apenas por alguns segundos. Mas será que toda essa atividade faz bem ou mal para nossos hábitos de leitura? A discussão não é gratuita: para um texto ganhar vida, ele precisa da interação com o leitor, e a forma como ele vai interagir com o texto vai alterar sua percepção do conteúdo. Quando lemos, lemos de um determinado lugar e em uma condição histórica. As palavras, sem ninguém para lê-las, não são grande coisa.

Essa forma de encarar a relação entre leitor e autor é nova na história. Na Idade Média, por exemplo, o documento manuscrito era considerado um padrão para o mundo. Não se admitia interpretação nem teorias, que eram produtos da imaginação do leitor. Com o tempo, isso mudou, e hoje a dinâmica da leitura, com a presença do leitor quase como um coautor, é o que dá vida ao texto. Esse diálogo agora se dá com as narrativas fragmentadas, de poucos caracteres, que encontramos na web.

Com a chegada da internet, ainda há pessoas que continuaram lendo da mesma maneira. Não há como fazer um estereótipo do leitor .

Algumas pessoas são céticas. A psicanalista Sônia Viana, leitora inveterada de livros de ficção e “dizedora de poesia”, não gosta de ler na internet. “Não é tão gostoso quanto ler o objeto livro”, afirma. “Por exemplo, acabei de ler o Não Há Silêncio Que Não Termine (Cia. das Letras, 2010), da franco-colombiana Ingrid Betancourt, e não me cansei das 553 páginas.” Na opinião de Sônia, a intimidade que existe entre o leitor e o livro é única, e não pode ser reproduzida pelos meios virtuais.

Já para Rosa Gens, professora e doutora do Departamento de Literatura Brasileira da Universidade Federal do Rio de Janeiro, não se pode falar mais de leitor, mas em grupos de leitura. “Com a chegada da internet, há pessoas que continuaram lendo da mesma maneira. Não há como fazer um estereótipo de leitor”, diz. “Ao ler na internet, cria-se uma nova percepção do que está sendo lido numa tela que rola.” Rosa diz não saber responder se essa nova forma de leitura muda a maneira de escrever. “Como professora, tudo que posso dizer é que quem lê escreve muito bem.”

A concepção de leitura na sociedade contemporânea é muito diferente da sociedade de duas décadas atrás; ela exige uma atenção múltipla para aprender a lidar com enorme quantidade links e hiperlinks conectados a um texto. Segundo a pesquisadora Maria Lúcia Santaella Braga, professora da PUC-SP e autora do livro O Perfil Cognitivo do Leitor Imersivo (Paulus, 2004), hoje existem três tipos de leitor convivendo ao mesmo tempo. Um deles é o leitor contemplativo, da era préindustrial. Outro é o leitor que ela chama de “movente”, que lê não só o livro impresso mas também os signos urbanos. E, finalmente, o leitor imersivo, que navega pelas redes de comunicação e tem a atenção necessária para lidar com a enorme quantidade de links e hiperlinks ligados a um texto. São três perfis, três formas de ler, que convivem lado a lado – e sem uma ser melhor que a outra.

Segundo a poeta e professora Suzana Vargas, autora de Leitura, uma Aprendizagem de Prazer (José Olympio, 1997), os livros não devem ser confundidos com a leitura. Ela acredita que os suportes se modificam, mas a leitura permanece a mesma. “A minha fé é na leitura e não na forma como ela se dá”, diz. “O ato de ler é um ato de entrega. Eu leio um papiro da mesma forma que leio um livro. Eu leio um e-book da mesma forma que leio um livro.” Leitora contumaz, Suzana se encantou com o Kindle, o e-reader lançado pela livraria virtual norte-americana Amazon. Para ela, as virtudes da leitura não se perderam com o fato de as letrinhas aparecerem em um suporte virtual. “Se a solidão é uma certeza, o livro é uma companhia eterna – ele tem a capacidade de se transformar a cada leitura”, afirma a criadora do programa Rodas de Leitura e do Estação das Letras.

Independentemente do suporte, os brasileiros estão lendo mais. Ao menos segundo a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, a principal fonte sobre o comportamento leitor no país. O estudo, apresentado em maio de 2010 pelo Instituto Pró-Livro, constatou que 95 milhões de pessoas, ou seja, 55% da população, são leitoras. O número é maior que os 49% da pesquisa anterior, realizada entre 2000 e 2001. A pesquisa apontou também que o brasileiro lê, em média, 4,7 livros por ano. “A maioria dos brasileiros associa a leitura ao conhecimento, seja aquele que será utilizado na vida, seja aquele ligado a situações específicas, como a escola. A internet pode mudar esse perfil na medida em que enfrentar, como se espera que aconteça, a exclusão digital”, afirma o organizador de Retratos da Leitura no Brasil (Imprensa Oficial/SP, 2008), livro que reúne artigos de especialistas que se debruçaram sobre os resultados da pesquisa. “Eu detesto ler em tela de computador – embora leia dois jornais assim -, mas a web pode incentivar, de inúmeras formas, a leitura, não necessariamente se oferecendo como suporte para essa leitura”, diz a escritora Adriana Lisboa, tradutora do livro A Arte de Ler (Casa da Palavra, 2009), que ficou fascinada pelas imagens de leitores publicadas no blog O Silêncio dos Livros. Com ou sem a web, o importante é que os novos leitores possam, assim como os personagens retratados no blog, se deleitar ao ler um bom livro – esteja ele impresso em papel ou brilhando na tela de um iPad.

OTÁVIO JÚNIOR

PROTAGONISTA DA PRÓPRIA HISTÓRIA

Por Ramon Mello [Cultura.RJ 2010]

Subúrbio do Rio de Janeiro. Uma criança negra, de aproximadamente oito anos, brinca na rua - próximo a montante de lixo. De repente, encontra o exemplar de um livro infanto-juvenil: Don Gatton, um conto espanhol. Imediatamente o menino se interessa pelo universo onírico da literatura e passa a fazer das palavras seus melhores amigos.  Apaixonado pelas histórias infanto-juvenis, o menino resolve compartilhar a descoberta com as crianças que estão a sua volta. Na juventude, seguindo o desejo de infância, torna-se escritor e promotor da leitura.

A descrição desta cena poderia ser encontrada em algum livro de ficção e, quem sabe, ser classificada como utópica.  Mas o fato é que essa história é real, o protagonista chama-se Otávio César de Souza Júnior, mais conhecido como Otávio Júnior - um dos mais importantes representantes do incentivo a leitura no Brasil. O jovem escritor de 25 anos, morador do Morro do Caracol, no Complexo da Penha, filho de um pedreiro e uma dona-de-casa, é criador do Ler é 10, leia favela, que promove a literatura na periferia do Rio de Janeiro, atuando, por exemplo, nos complexo da Penha e do Alemão - onde já reuniu mais de mil crianças para conhecer um pouco de literatura.

"Com o projeto, atendo cerca de 300 crianças por mês. Juntos, nós lemos e discutimos as histórias. Quero, um dia, publicar meus livros.Tenho dos livretos artesanais, mas ainda não consegui uma editora. Não desanimo, quem sabe alguém se interessa pela minha história? Enquanto isso, continuo apresentando um mundo de oportunidades através da leitura", afirma Otávio, que, em 2003, publicou de maneira artesanal seus primeiros livros, As aventuras do pássaro mágico e outras histórias e O Tesouro da Floresta, e já tem mais de dez livros infato-juvenis à espera de um editor.

O projeto não tem uma sede específica, pode ocorrer em diferente lugares como Ongs, associações de moradores, prédios do PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) ou até na casa dos pais de algumas crianças. O importante é que o espaço tenha o mínimo estrutura. "Trabalho com a proposta de biblioteca ambulante, para alcançar um maior número de crianças. A comunidade é muito grande, são mais de 20 favelas. Basta o mínimo de espaço para reunir as crianças e contar as histórias. Elas esquecem que estão numa sala sem conforto e viajam para dentro do livro!"

Nas oficinas, antes de iniciar as atividades, o monitor reúne as crianças e se apresenta: "Sou Otávio Júnior. Estou aqui para levar vocês para uma viagem, dentro do livro". Vestindo a camiseta do projeto, o mesmo modelo de uma camisa de time de futebol, com o número 10 estampado nas costas, o contador de histórias prende a atenção das crianças - em poucos segundos todos ficam envolvidos no jogo. Driblando as dificuldades,  Otávio se aproxima das crianças através da jogos como "O que é, o que é?", para então introduzir o livro na conversa. Em princípio, só ele segura os exemplares e faz leituras interativas, aguçando a curiosidade dos leitores. Quando as crianças estão exaltadas de alegria, é proposta brincadeiras onde os livros são manuseados, lidos. 

"Acima de tudo sou leitor de histórias. Gosto muito de fazer performance literária e criar novas formulas para estimular o ato da leitura. Uso o espaço como centro de experimentação e pesquisas de promoção da leitura", declara o jovem, que assume a função de "coordenador, promotor de leitura, arte-educador, secretário, faxineiro e carregador de livros".

Entre as atividades, destaca-se o Lanchinho Literário, uma pausa na leitura para comer biscoitos reacheados e tomar refrigerante, um momento de confraternização entre o professor e as crianças. Além disso, há o Cineminha Literário: a exibição de filmes infanto-juvenis, adaptações de obras literárias, entre eles O Menino Maluquinho e Harry Potter são os mais solicitados. E, ainda, o Bolivro, um boliche lliterário, em que as crianças fazem boliche com figuras de autores conhecidos no imanginário infantil: Ziraldo, Lígia Bojunga, Ana Maria Machado e Ruth Rocha - a criança tem o direito de escolher um título do autor que derrubou.

Os jogos e as brincadeiras de incentivo a leitura são muitas. No entanto, nem todas as crianças sabem ler. Não é raro encontrar algumas crianças tristes, caladas, sem vontade de interagir com o livro ou com as outras crianças. Quando pergunta-se o motivo do recolhimento a resposta é sempre muito parecida: "Não gosto." Até que a criança cria coragem, assume que não sabe ler, e pede para alguém ler uma história. Otávio esbarra diariamente em situações como essa em suas oficinas.

"Na favela, o índice de analfabetismo funcional é muito grande. Mas eu não desamino. Converso com a criança e apresento um livro só com imagens. Depois vou lendo uma história, apresento as palavras e falo a respeito da importância de se frequentar a escola. Criança tem de brincar e frequentar a sala de aula", defende.

Em 2006, Otávio  ganhou reconhecimento nacional, após participar do quadro Agora ou Nunca, do apresentador Luciano Huck, onde faturou premiação em dinheiro para estruturar seu projeto. E, no início deste ano, foi contemplado com premiado pelo Prêmio Globo Faz a Diferença (categoria Megazine), organizado pelo jornal O Globo. Apesar do apoio do Instituto Kinder do Brasil e da AFEIGRAF,  Otávio ainda aguarda que a repercussão do projeto se reverta em mais apoio financeiro para ampliar o acesso à leitura em comunidades carentes e, também, conseguir custear as viagens a festivais e feiras literárias, onde participa de oficinas de contação de história para aperfeiçoar seu trabalho.

Atualmente,  Otávio Júnior é um dos finalistas do projeto Viva A Leitura, do Governo Federal. "Estou numa ansiedade tremenda, eu ainda não acredito que estou na seleção final. O projeto toma mais de 24 horas do meu dia. Se eu ganhar vou poder ampliar o projeto e atender mais crianças, vai ser maravilhoso! É lindo pode ver a alegria de uma criança que nunca teve acesso a um livro, uma história. Essas crianças são como filhos", diz, emocionado, o jovem pai de João Vitor, de um ano e três meses. E completa:

"Meu filho está muito esperto, inclusive já comprei a caixinha de livros dele. Leio as histórias e tudo. Quando ele menos esperar vai ler muitos livros sozinho. Imagina?", comemora.

Qual o maior sonho do Otávio?

"Tenho o desejo de publicar meus livros.Mas meu maior sonho é criar um modelo de comunidade leitora, que dsicuta sobre literatura nos becos e vielas".

>>> Os interessados em fazer doações livros podem entrar em contato por e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Alessandra Colasanti
Retrato de uma artista múltipla e bem-humorada

Por Ramon Nunes Mello


Alessandra Colasanti vive – no espetáculo ‘Anti-Clássico’ – uma bailarina pedante e libidinosa, do ‘Ballet Imperial de Moscou’, que ministra uma “desconferência sobre o enigma vazio”. Mas ela poderia estar dirigindo a peça de algum companheiro de teatro ou realizando uma produção de vídeo. Ou, ainda, escrevendo um texto encomendado, enquanto atua na TV.

Devido sua versatilidade, definir seria limitá-la. Mas pode-se dizer que Alessandra é uma mulher fragmentada. E por conta dessa peculiaridade, ela vem construindo, nos “descaminhos” que tem traçado, uma carreira sólida como atriz e suas reticências: diretora, produtora, figurinista, cenógrafa e autora. Uma artista múltipla e muito bem-humorada. Numa conversa de cinco minutos, ela é capaz de arrancar risos de qualquer pessoa.

“Sofri um pouco por conta das minhas diversas aptidões. A sociedade quer te classificar, dizendo que se você faz de tudo, você não faz nada. Mas para mim isso não funciona. A minha trajetória faz sentido e é coerente com o que sou hoje. Não sou só atriz. E tudo isso para mim é muito natural porque não é uma coisa megalômana. É de minha característica”, afirma Leca, como é conhecida pelos amigos.

Sua estreia profissional como atriz aconteceu com o aval de Gerald Thomas, quando foi aprovada para peça ‘Deus Ex Machina’, numa seleção com mais de 500 concorrentes. Formada em Interpretação pela CAL, atualmente faz Teoria Teatral na UNIRIO e mantém em paralelo os projetos profissionais. Como diretora coleciona algumas parecerias com o ator e poeta Michel Melamed, na peça ‘Regurgitofagia’ e ‘Dinheiro Grátis’.

Mas antes de se dedicar à sua faceta de atriz, ela estudou moda e chegou a montar a própria confecção: ‘Filha do Rei’.

“O meu caminho natural era fazer jornalismo, o que eu gostava e tinha como referência. Ou teatro, que eu fazia na escola. Mas por alguma razão (obscura!) eu não fui fazer nada do que seria o meu pendor. Fui fazer cenografia, e no meio do caminho gostei de indumentária e acabei me interessando por moda. Estudei moda e logo criei minha própria confecção, cujo nome alguns acham sintomático…”, diz Alessandra, brincando com o fato de ser filha do poeta Afonso Romano de Santa’Anna e da escritora Marina Colasanti.

Se existe alguma expectativa escreva algum livro, ela parece não se importar muito: o que escreve acaba indo para o palco – lugar onde se sente mais à vontade.

“Tenho diário desde os oito anos de idade, escrevo contos, poemas… Tenho manifestações literárias, mas acabo convergindo para o teatro. Posso vir futuramente publicar um livro, que sabe? Tenho interesse por literatura, teatro, vídeo e muitas outras coisas. Não tenho que definir nada. Não me vejo estanque fazendo só uma determinada coisa. Tudo que faço é o prolongamento de um trabalho autoral.”, afirma.

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