HERMES BERNARDI JR.

 DOIDO PRA VOAR DOBRANDO RINOCERONTES

Por Ramon Nunes Mello [SaraivaConteúdo – 2009]

   

 

 

Quando criança, o escritor gaúcho Hermes Bernardi Jr. lia escondido os livros da estante de sua casa, rompendo o distanciamento imposto pela mãe. “Ela preenchia a estante de livros, mas éramos proibidos de tocá-los. Eram tidos como objetos decorativos. Recordo que, no centro dessa estante havia um televisor ligado de manhã à noite. Televisão me aborrece profundamente, ainda não consegui resolver essa relação”, confessa.

De uma família grande de italianos, com seis irmãos, Bernardi Jr. é natural de Santiago, Rio Grande do Sul, terra do escritor Caio Fernando Abreu — por quem ele nutre uma grande admiração, tanto que Doido pra voar (Artes e Ofícios, 2009), primeiro livro ilustrado pelo próprio autor, é dedicado a Caio (e a Clarice Lispector).

“Caio surge na minha adolescência, mas só mais tarde descobri o primeiro livro infantil dele, As frangas. Eu senti uma forte necessidade de dialogar com esse livro. Estabeleci uma relação com um romance inacabado dele: Iniciação ao passo da Guanxuma, cujo primeiro capítulo está publicado em Ovelhas negras, um livro póstumo. Fiquei sensibilizado com a descrição que Caio faz da praça da cidade, como uma aranha com patas que pendem para oeste, leste, norte e sul. E, claro, a relação afetiva: foi meu avô quem fez o desenho dessa praça. Achei bacana o Caio captar esse desenho e recriá-lo em sua literatura. Tenho vontade de continuar o romance, quem sabe. Por sua vez, o livro As frangas, do Caio, dialoga com A vida íntima de Laura, de Clarice Lispector. Declaradamente, estou dialogando com ambos em meu livro Doido pra voar, trazendo alguns elementos da estrutura narrativa para o meu texto. Não sei se é uma homenagem ou uma paixão”, questiona Bernardi Jr.

Em E um rinoceronte dobrado (Projeto, 2008), ilustrado por Guto Lins, Hermes Bernardi Jr. realiza um “poema-brincadeira” sobre tudo que alguém poderia guardar de lembrança numa pequena caixa de sapatos. Por fim, o leitor se pergunta: o que eu colocaria numa caixa de sapatos? “O livro é um sucesso entre os leitores desde seu lançamento. Haverá prêmio melhor para alguém que saiu do interior do Rio Grande do Sul em direção à capital carregando na bagagem o desejo de se comunicar, de emocionar e se emocionar com a literatura, do que ser lido país afora?”, indaga o coordenador da Associação de Escritores Infantil e Juvenil no Rio Grande do Sul (AEILIJ/RS), que acabou de completar 10 anos.

Apesar do reconhecimento, segundo Bernardi Jr., a literatura infanto-juvenil ainda sofre preconceito, mesmo que seja menos do que no passado. Ao que se deve essa mudança? “Primeiro, com o boom da literatura infantil e juvenil nos anos 70 e 80, com Ana Maria Machado, Sylvia Orthoff, Ruth Rocha escrevendo para a revista Recreio… O próprio Ziraldo. Eles começaram a mudar a visão da literatura infantil e juvenil no país. Investiram na produção sem o caráter utilitário-pedagógico, textos sem o propósito de ensinar alguma coisa para as crianças. Esse é um dos fatores que provocaram a mudança, apesar desse pensamento mofado ainda vingar muito no mercado editorial.”

E continua: “A história da literatura infantil e juvenil no Brasil começa com textos ufanistas de Olavo Bilac pregando amor à pátria. Acho que estamos começando a mudar isso agora, devido ao interesse de alguns autores, ilustradores e editores. Agora, o livro passa a ser pensado com um objeto de arte, onde a imagem também narra e a qualidade gráfica contribui para a aproximação do leitor ao texto e desperta reflexão através do prazer”, finaliza.

Você é autodidata. Quando você começou a se interessar por literatura infantil?

Hermes Bernardi Jr. – Minha primeira experiência, na verdade, foi com o teatro. Dentro da escola, no ensino médio ainda, preferia adaptar textos de literatura infanto-juvenil para o gênero dramático em vez de usar os textos teatrais. Surpreendia-me pensar que, para alguns, a literatura infantil e juvenil era subliteratura.

Ainda existe preconceito com a literatura infanto-juvenil?

HBJ – Há, muito, embora isso venha mudando no Brasil há dez, quinze anos.

Ao que se deve essa mudança?

HBJ – Primeiro, com o boom da literatura infantil e juvenil nos anos 70 e 80, com Ana Maria Machado, Sylvia Orthoff, Ruth Rocha escrevendo para a revistaRecreio… O próprio Ziraldo. Eles começaram a mudar a visão da literatura infantil e juvenil no país. Investiram na produção sem o caráter utilitário-pedagógico, textos sem o propósito de ensinar alguma coisa para as crianças. Esse é um dos fatores que provocaram a mudança, apesar de esse pensamento mofado ainda vingar muito no mercado editorial.

Por quê?

HBJ – Principalmente por que a escola é uma das grandes compradoras de literatura infanto-juvenil. Creio, sim, que a literatura deva ser usada com alguma finalidade na escola, mas esse não deve ser o estímulo de quem a produz. E por desconhecimento das pessoas responsáveis pela seleção dos livros nas escolas que, talvez, no passado não tenham sido leitoras de literatura infantil de qualidade. A história da literatura infantil e juvenil no Brasil começa com textos ufanistas de Olavo Bilac pregando amor à pátria. Acho que estamos começando a mudar isso agora, devido ao interesse de alguns autores, ilustradores e editores. Agora, o livro passa a ser pensado com um objeto de arte, onde a imagem também narra e a qualidade gráfica contribui para a aproximação do leitor ao texto e desperta reflexão através do prazer.

Você tem um objetivo ao escrever suas histórias?

HBJ – Nunca pensei a respeito disso, se tenho um objetivo ou não. Eu gosto de me comunicar com as crianças escrevendo porque é a raiz do meu trabalho, teatro infantil. Foi aí que exercitei o escritor, o contador de histórias. É importante usar no livro infantil coisas bacanas que ouvimos das crianças. Ou ressaltar algumas questões que tem de ser pensadas em relação a ela.

Por exemplo?

HBJ – A criança vive uma solidão profunda, tanto nas grandes cidades quanto nas cidades pequenas. Sinto que as pessoas não estão atentas a isso. Sobrecarregam a criança de atividades, parecendo se isentar da responsabilidade. A literatura pode denunciar isso. Trabalho com duas vertentes: os poemas brincadeiras, que são mais divertidos, para educação infantil, no intuito de provocar prazer através do movimento do pensamento; e narrativas mais longas para o público maior, o leitor em processo, com o qual abordo essa solidão…

(Um menino interrompe a conversa, em um café da Rua Santa Clara, em Copacabana, no Rio de Janeiro, e insiste para que o escritor compre uma bala.)

Menino – Compra uma balinha. Compra uma balinha para ajudar minha irmã, que está com fome. Compra?

HBJ – Quanto é?

Menino – Uma é três real e duas é cinco.

HBJ – Eu quero.

Menino – Obrigado.

HBJ – Você está trabalhando desde que horas?

Menino – Nove horas. (A entrevista começou às oito horas da noite.)

HBJ – Qual o seu nome?

Menino – Wellington.

HBJ – Está sozinho?

Wellington – Não. Minha mãe está na calçada.

HBJ – Qual sua idade?

Wellington – Oito. Tenho que ir, moço… (O menino atravessa a rua e entrega o dinheiro da venda da bala à mãe.)

HBJ – Falávamos em solidão nas grandes cidades… (Silêncio) Bem, sobre o leitor em processo, que está em fase de desenvolvimento da leitura qualificada… Tento, através de metáforas, transcender a questão de solidão, fazer com que fique mais fácil e poético. Quando eu era criança, não tive esse tipo de literatura para me auxiliar a transpor algumas dificuldades. Levei 40 anos e muita terapia para compreendê-las. Mas não entendo isso como utilidade; não quero dar utilidade para a literatura. As crianças ficam na Internet o dia inteiro, não brincam mais juntas.

Você é de Santiago, interior do Rio Grande do Sul, terra do escritor Caio Fernando Abreu. Como foi esse início?

HBJ – Meu trabalho com teatro não começou em Santiago, começou em Pelotas enquanto cursava o ensino médio. O Caio Fernando eu já conhecia de Santiago, conhecia a família. Sempre gostei da produção dele. Especialmente a minha literatura infantil não surgiu através do Caio, que só foi publicar um texto infantil bem mais tarde. Minhas leituras eram os livros do Erico Veríssimo, que tem muitos títulos bons para as crianças. Eu lembro perfeitamente de um livro dele: As aventuras do avião vermelho. Ele narra a história do Fernandinho, um menino que ganha um avião de brinquedo e pega a lupa do pai, que faz encolher as coisas. Com a lupa sobre a cabeça, Fernandinho encolhe e faz uma grande viagem, pela lua, pelo Saara… Eu gostava muito desse texto. Queria fazer esses voos, conhecer o mundo. Não pude comprar um avião, acabei fazendo viagem com a literatura. Inclusive, misturo um pouco dessa ficção num título atual.

No livro Doido pra voar, que é dedicado a Caio Fernando Abreu e a Clarice Lispector.

HBJ – Exatamente. O Caio surge na minha adolescência, mas só mais tarde descobri o primeiro livro infantil dele, As frangas. Eu senti uma forte necessidade de dialogar com esse livro. Estabeleci uma relação com um romance inacabado dele: Iniciação ao passo da Guanxuma, cujo primeiro capítulo está publicado em Ovelhas negras, um livro póstumo. Fiquei sensibilizado com a descrição que Caio faz da praça da cidade, como uma aranha com patas que pendem para oeste, leste, norte e sul. E, claro, a relação afetiva: foi meu avô quem fez o desenho dessa praça. Achei bacana o Caio captar esse desenho e recriá-lo em sua literatura. Tenho vontade de continuar o romance, quem sabe. Por sua vez, o livro As frangas, do Caio, dialoga com A vida íntima de Laura, de Clarice Lispector. Declaradamente, estou dialogando com ambos em meu livroDoido pra voar, trazendo alguns elementos da estrutura narrativa para o meu texto. Não sei se é uma homenagem ou uma paixão. É engraçado, no sul o Caio foi muito rejeitado. Havia muito preconceito com a figura libertária que ele era, e isso sempre me chocou. Sabe como é cidade de interior… Depois acabaram rendendo homenagens a ele.

Você foi uma criança leitora?

HBJ – Sou de uma família grande, de italianos. Tenho seis irmãos. Gosto de dizer que sou filho da revolução: fui gerado em 1964 e nasci em 1965. Acho que quem nasceu nessa época traz alguma sequela genética da opressão, do golpe que se traduz num desejo de ímpeto artístico. Lembro que, na sala de casa, nós tínhamos uma estante de tijolos furados, pintados de alaranjado, e prateleiras pintadas de preto, uma moda da época. Meu pai proibiu minha mãe de continuar os estudos. Creio que, por isso, ela criou o curioso hábito de comprar enciclopédias vendidas na porta de casa. Ela preenchia a estante de livros, mas éramos proibidos de tocá-los. Eram tidos como objetos decorativos. Recordo que, no centro dessa estante havia um televisor ligado de manhã à noite. Televisão me aborrece profundamente, ainda não consegui resolver essa relação. Nessa época, esperava minha mãe sair e subvertia a ordem, jogava os livros abertos sobre o tapete, mergulhando em viagens inesquecíveis. Recordo de O mundo da criança, uma coleção de 15 fascículos, gostava das ilustrações. Eu escrevia muito quando criança, mas eu não fui estimulado a produzir com a perspectiva de ser escritor, ou desenhar para ser ilustrador. Lembro de ler Erico Veríssimo e imaginar que ele era de outro planeta. Esse é o mote do meu quinto livro, Planeta Caiqueria (Projeto, 2003). Em alguns livros crio a narrativa ficcional com elementos que trouxe de minha infância.

De onde mais pode vir suas histórias?

HBJ – Da fala de uma criança, que diz coisas incríveis em situações cotidianas e que sem um ouvido atento podem parecer banais. Crianças têm uma poesia que o adulto perdeu.

Como é sua relação com a Internet?

HBJ – Como acho que toda criança deveria ter: para pesquisa e comunicação, em vez de ser a forma de se estabelecer relações mais fortes. Mas não é exatamente isso que me preocupa na relação criança e tecnologia. Por exemplo, fui visitar um casal de amigos. O filho deles chegou da escola e foi direto ao quarto ligar o computador. O pai, na sala conversando comigo, com o notebook conectado. E a mãe no quarto fazendo algo no computador: e-mail, MSN… Um amiguinho do menino chegou para passar a noite e brincar. Quinze minutos depois: “Tia, liga pra minha mãe e pede pra ela vir me buscar? Por quê?” “É que só tem um computador lá no quarto e a gente quer brincar. Eu vou pra casa me conectar, pra gente brincar junto.” Não consigo entender essa lógica! Sou uma criança que brincou no quintal. Acho saudável a brincadeira no computador, mas tem de ter limite. Isso contamina a gente, as pessoas não sabem mais se relacionar corpo a corpo. A Internet é inevitável e necessária. Já tem livro infantil publicado na Internet! Mas não gosto da ideia de abandonar o suporte papel. Tenho certo fetiche com livro impresso em papel. Assim como não gosto de abandonar o humano, embora a dificuldade que decorre dessa relação.

O livro impresso vai acabar?

HBJ – O livro é algo concreto, o objeto fica. O livro permanece, por isso, creio, todo escritor deseja ser publicado em papel. Nada substituirá o prazer de folhear um livro impresso em papel, embora seja possível prever que algumas gerações nascerão com o e-book em mãos. É a ordem natural das coisas.

Muitos ilustradores se consideram coautores do livro, junto com o escritor. Como você lida com essa questão? Existe essa coautoria?

HBJ – Sou coordenador da Associação de Escritores Infantil e Juvenil no Rio Grande do Sul (AEILIJ/RS), que acabou de completar dez anos. A nossa bandeira é a democratização da leitura e da literatura no Brasil, por um espaço especial para a literatura infantil e juvenil nas escolas. Nós entendemos, sim, que o ilustrador também é autor porque palavra e imagem são linguagens diversas, mas ambas narram. É legítima a luta de todo autor, seja da palavra ou da imagem. Mas é necessário alinhar o discurso em defesa de uma causa justa para todos. Ocorre que o mercado absorve muito profissional que se prostitui, num movimento individualista.

Doido pra voar (Artes e Ofícios, 2009) foi o seu primeiro trabalho como ilustrador. Por que você resolveu assinar a ilustração do seu livro?

HBJ – Foi uma opção puramente emocional. O personagem é um pouco da criança que fui, um pouco da criança que o Caio Fernando (Abreu) foi, um pouco as crianças com que converso. Quis misturar a emoção do meu traço à emoção de produzir o texto para ilustrar o livro. Estudei quatro anos para me lançar nesse universo da imagem. Estou ilustrando outros dois livros, mas não pretendo ser o ilustrador exclusivo de meus textos. O traço de um outro ilustrador traz elementos à minha narrativa dos quais eu não disponho. Nossas vivências determinam isso. Esses elementos podem complementar, criar uma narrativa própria. Imagem pode aproximar o leitor da palavra e vice-versa. Tudo vai gerar fruição estética, quando bem realizados. E não me refiro ao belo apolíneo. Refiro-me ao belo que é belo por que instiga à descoberta.

Você publicou doze títulos em onze anos de carreira. Como você avalia essa trajetória?

HBJ – Entendi que é mais difícil escrever para criança do que para adulto. Há um código de ética que devemos atentar quando nos reportamos à criança. Lidamos com certas restrições, afinal, podemos interferir negativa ou positivamente no desenvolvimento dessa criança. Para adultos o conteúdo é ilimitado.

Não tem vontade de escrever para adultos?

HBJ – Já arrisquei. Confesso que não me senti feliz com o resultado. Inclusive tive contos publicados em antologias para adultos que já reescrevi depois de publicados. Hoje vivo um momento bacana na literatura infanto-juvenil, pois noto uma evolução no meu trabalho dedicado a esse público. Vou devagar, atento aos meus movimentos, não aos do mercado. Até o final do ano terei dezessete livros publicados. Aos poucos me lanço com produções de narrativas mais longas, direcionadas àquele leitor que cresceu, que vem acompanhando meu trabalho. Para adultos, tenho um livro na gaveta, mas requer tempo para aprimorá-lo. Escrevo poemas para adultos, mas não tenho coragem de mostrar a ninguém. Quero continuar escrevendo para crianças. Temo desviar o foco.

O Rio Grande do Sul tem uma grande força na literatura. Fale sobre a atuação dos autores contemporâneos.

HBJ – O Rio Grande do Sul, além de ser uma escola para escritores, é um lugar onde trabalhamos muito para a formação e qualificação do leitor. A oficina literária do (Luiz Antonio) Assis Brasil é o maior exemplo disso. Ela formou bons escritores que estão no mercado: Daniel Galera, Clarah Averbuck… Fiz parte dessa turma, mas dediquei-me ao gênero infantil devido ao meu histórico. É importante esse movimento no Rio Grande do Sul, que pode refletir Brasil afora. Há cidades do Brasil que não têm bibliotecas. Como se pode querer qualificar leitores e formar novos escritores se não temos acesso a bibliotecas? E quando temos, o acervo é desatualizado. O Rio Grande do Sul tem uma literatura infantil e juvenil de excelente qualidade, a começar pela Lygia Bojunga, Caio Riter, a obra juvenil dele é marcante…

Você tem muitas manias para escrever?

HBJ – Na oficina de criação literária da PUC-RS, desenvolvi a disciplina. No primeiro dia de aula, Assis Brasil disse: “Quem quer seguir carreira escrevendo precisa ter disciplina. Quem quer escrever precisa, no mínimo, de três horas diárias dedicadas à escrita literária, de segunda a sexta.” Nunca tive essa disciplina, mas hoje em dia a tenho. Acordo às seis da manhã e sento-me em frente do computador para escrever qualquer coisa. Seja um texto em exercício ou um texto em fase de acabamento, ou ideias que nos despertam pela manhã. Aí, experimento focos narrativos, estrutura, uso o recorta e cola… Mas, antes da disciplina, meu processo de criação é impulsionado pela emoção: sou tocado pela frase de uma criança, uma manchete de jornal, uma situação, cotidiana ou não… Em seguida me distancio para utilizar as ferramentas que aprendi, além de um método próprio que desenvolvi, percebendo-me com a prática. Não costumo trabalhar com roteiro prévio porque me sinto aprisionado, mas admiro quem o faz.

Você tem uma editora?

HBJ – Sim. É uma editora recente, chama-se Armazém de Livros. A intenção é publicar jovens escritores para jovens leitores, com textos que discutam política, sociedade e angústias contemporâneas com linguagem para público jovem. Sei que não vai vender… (risos) Mas é essa a linha editorial que desejo seguir. Acabei de lançar Granada, livro de crônicas polêmicas e engraçadas do Vitor Diel, escritor de vinte e poucos anos. Descubro muitos bons autores na Internet.

O que é preciso para escrever para crianças?

HBJ – Paixão. Paixão é fundamental.


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