LUIZ RUFFATO

 ENTRE OS OPERÁRIOS E ANTOLOGIAS

Por Ramon Nunes Mello [SaraivaConteúdo – 2009]

   

 

O escritor mineiro Luiz Ruffato tem-se dedicado à pentalogia Inferno provisório desde 2005, quando saiu o primeiro volume, Mamma son tanto felice (Record). Desde então, lançou mais três volumes, e prepara o último da série que se propõe a contar a história da formação do proletariado brasileiro nos últimos 50 anos, um tema, segundo ele, pouco enfocado na nossa literatura. Recentemente, publicou Estive em Lisboa e lembrei de você(Companhia das Letras, 2009), que integra a coleção Amores Expressos.

Além disso, Ruffato, nascido em Cataguases, e que antes de atuar no jornalismo e começar a carreira de escritor também realizou trabalhos manuais e braçais, se dedica a antologias, como 25 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira (Record, 2005), + 30 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira (Record, 2005), Entre nós (Língua Geral, 2007) e a recém-lançadaQuestão de pele (Língua Geral, 2009).

“Todas as antologias que organizei até hoje têm um sentido claramente político. Por quê? Porque, de alguma maneira, isso se insere dentro de um projeto político — e quando falo projeto político falo de um projeto de contribuição para a reflexão da sociedade brasileira — porque eu estou escrevendo sobre a questão do operário. Mas eu não sou uma mulher, então não vou escrever sob o ponto de vista da mulher. Assim como não sou negro nem homossexual”, afirma em entrevista exclusiva ao SaraivaConteúdo, referindo-se à temática das suas antologias.

O objetivo, segundo ele é, “de alguma maneira, estabelecer um diálogo com essas minorias, esses segmentos da sociedade, no sentido de enriquecer a minha literatura e dar uma contribuição para que haja uma visibilidade maior para um início de discussão”.

 


BIGtheme.net Joomla 3.3 Templates