RAQUEL PACHECO

A PERSONAGEM BRUNA SURFISTINHA

Por Ramon Nunes Mello [Blog Click(IN)Versos – 2007]

   

 raquelpacheco

 

Sexo é assunto de que todo mundo gosta. Basta esse tema aparecer em determinado livro para se ter a certeza de que pelo menos alguns leitores curiosos irão surgir. Imagine se no cenário ainda se possa encontrar orgia, segredos, drama familiar, bizarrices e uma mulher bonita… O tiro pode ser certeiro.

Bruna Surfistinha se considera escritora ou não?

“Em parte. Não escrevi os meus livros, e sim o jornalista Jorge Tarquini. Mas isso não significa que eu seria incapaz de escrever um sozinha. Escrevo no meu blog, sempre gostei muito de escrever e de ler. Há alguns meses escrevo algo como uma tese e, como o meu sonho é me tornar psicóloga, sei que o que tenho escrito será de grande valia para mim. Quem sabe até, futuramente, não se torna um livro’’.

Talvez seja por conta da curiosidade alheia que Raquel Pacheco tenha feito tanto sucesso com o seu alter ego: a Bruna Surfistinha. Entrevistei (por e-mail) a autora dos livros O Doce Veneno do Escorpião e O que Aprendi com Bruna Surfistinha (ambos da Editora Panda Books), que têm sido um recorde de vendas no Brasil, e agora no exterior. Seus livros, escritos com a colaboração do jornalista Jorge Tarquini, estão sendo editados no exterior – em Portugal, O Doce Veneno do Escorpião já é o terceiro mais vendido do país, há três semanas.

“Tenho recebido muitos e-mails de portugueses – aliás, ultimamente, mais de portugueses do que de brasileiros –, o que acho interessante, além de divertido, pelas diferenças do dialeto. Receberemos os relatórios das editoras europeias daqui a cinco meses, quando saberemos se a receptividade foi realmente boa ou apenas uma ilusória. Acredito que será o primeiro caso, pois, além dos e-mails de Portugal, já recebi mensagens de leitores dos demais países onde o meu livro já foi publicado”, comemora.

Confesso que quando recebi a sugestão de pauta para entrevistá-la senti certo preconceito. Não pelo fato de ser uma ex-garota de programa e sim por ter enxergado o livro como uma mera jogada de marketing.

“Infelizmente ainda sofro preconceito. Principalmente pelo simples fato de muitas pessoas não acreditarem que realmente parei de me prostituir, o que já é sinal de preconceito. Demorei a aprender a lidar com isso, mas hoje dou risada diante das críticas que recebo. E também aproveito para analisar as reações das pessoas; já cheguei a várias conclusões em relação ao preconceito que surge quando o assunto é sexo”.

Peguei o livro emprestado com uma colega de trabalho e, numa noite de sábado, me despi dos resquícios de preconceito e devorei o livro. O que achei?

As sensações foram diversas: fiquei triste pela atitude que ela teve com os pais adotivos; excitado ao ler sobre relações sexuais tão diversas; senti um pouco de inveja pela coragem diante da vida, um certo nojo pelas escatologias e admiração por ter mudado o rumo de sua vida.

Leia e permita-se quebrar o preconceito que se esconde em nossas convicções.

A Bruna Surfistinha parece estar caminhando muito bem: traduções em diversos países, com recorde em vendas – o terceiro livro mais vendido em Portugal. E a Raquel Pacheco, como está atualmente? Bem?

Raquel Pacheco – A verdade é que, como Bruna, não esperava atingir o sucesso tão repentinamente e colher tantos frutos bons, mas estou aproveitando, pois sei que será uma fase passageira, embora eu já esteja na mídia há quase três anos. E, respondendo à sua pergunta, quanto à Raquel, a vida vai muito bem, sim. Também bastante agitada, porque, além de casada há quase dois anos, recentemente recomecei a estudar e tenho investido num empreendimento da Raquel, não da Bruna. Então, somando tudo, feliz no amor e bem-sucedida profissionalmente, se melhorar, estraga. Quer dizer, estaria melhor se já tivesse me reconciliado com a minha família, mas estou otimista quanto a isso

Como está a receptividade dos livros no exterior?

RP – Por enquanto, só estou ciente da receptividade em Portugal, que está sendo ótima; há quatro semanas na lista dos mais vendidos. Tenho recebido muitos e-mails de portugueses – aliás, ultimamente, mais de portugueses do que de brasileiros –, o que acho interessante, além de divertido, pelas diferenças do dialeto. Receberemos os relatórios das editoras europeias daqui a cinco meses, quando saberemos se a receptividade foi realmente boa ou apenas uma ilusória. Acredito que será o primeiro caso, pois, além dos e-mails de Portugal, já recebi mensagens de leitores dos demais países onde o meu livro já foi publicado.

No seu último livro você afirma que não se orgulha do seu passado, mas também não se arrepende. O que você sente realmente?

RP – O fato de não me arrepender não significa que me orgulhe. Assumo, sem vergonha, que fui garota de programa, mas jamais carregarei essa fase como um troféu para a vida. Sei que tinha de ter passado por ela, pois aprendi muito – não apenas em questão sexual, mas com os homens e a vida que segui por livre arbítrio –, mas é situação que não desejo para nenhuma mulher nem para mim novamente. Portanto, vejo-a como neutra: não foi boa nem totalmente ruim e, assim como não sinto vergonha, jamais me orgulharei. O que acontece hoje – um ano e cinco meses após parar de me prostituir – é de enxergá-la com outros olhos: consigo perceber o quanto fui imatura em vários momentos, mas, como não podemos voltar ao passado, não fico me lamentando; o que já aconteceu, aconteceu, bola para frente!

Até que ponto o pseudônimo Bruna Surfistinha te ajudou e/ou te prejudicou na vida pessoal?

RP – Ter um pseudônimo mais conhecido do que o próprio nome muitas vezes prejudica, principalmente porque é difícil fazer com que os demais vejam que, por trás, há uma pessoa como eles. Mas, mesmo que por acaso, fui feliz com a escolha do Bruna Surfistinha, que me ajudou e deu muita sorte por ser um nome que naturalmente chama a atenção. Fui prejudicada apenas pelo que disse antes – o fato de precisar convencer as pessoas a me chamarem por Raquel e não mais Bruna –, mas um dia eu consigo!

Na infância você viveu o preconceito por ser gordinha, depois o preconceito por ser garota de programa. Você ainda sofre preconceito por causa de sua história de vida?

RP – Infelizmente, sim. Principalmente pelo simples fato de muitas pessoas não acreditarem que realmente parei de me prostituir, o que já é sinal de preconceito. Demorei a aprender a lidar com isso, mas hoje dou risada diante das críticas que recebo. E também aproveito para analisar as reações das pessoas; já cheguei a várias conclusões em relação ao preconceito que surge quando o assunto é sexo.

O fato de ser uma ex-garota de programa que escreve livros atrai preconceito das pessoas do meio literário?

RP – Ainda não reparei se há preconceito no meio literário, mas deve haver, não tenho dúvidas. Deve existir escritor que fala mal de mim só porque o meu livro vende mais do que o dele. Existem muitas maneiras das pessoas demonstrarem preconceito. Mas não me esqueço de que um autor brasileiro enviou à editora Panda um livro dele para mim, com uma dedicatória bonita, me desejando boa sorte no mundo da literatura. Fiquei emocionada com essa atitude.

Em sua vida você já tinha imaginado que escreveria livros?

RP – Sim, comecei a ter vontade de publicar um livro ainda na adolescência, quando na época eu estava depressiva e passava horas seguidas escrevendo num caderno, trancada no quarto. Nessa época, ainda não me passava pela cabeça que eu sairia da casa dos meus pais, me prostituiria… Enfim, que eu teria uma vida tão intensa para contar numa biografia.

Você se considera escritora ou não?

RP – Em parte. Não escrevi os meus livros, e sim o jornalista Jorge Tarquini. Mas isso não significa que eu seria incapaz de escrever um sozinha. Escrevo no meu blog, sempre gostei muito de escrever e de ler. Há alguns meses escrevo algo como uma tese e, como o meu sonho é me tornar psicóloga, sei que o que tenho escrito será de grande valia para mim. Quem sabe até, futuramente, não se torna um livro.

Tem interesse de continuar escrevendo?

RP – Não posso dizer que nunca mais publicarei um livro, pode ser que sim, pode ser que não. Nunca digo nunca. Mas tenho muito interesse em publicar, sim.

Se for escrever um próximo livro, você usará a colaboração de algum jornalista?

RP – Não vejo problema em receber ajuda de jornalista para escrever livros, considero os trabalhos do Jorge Tarquini maravilhosos, ele soube transcrever extremamente bem os depoimentos que lhe concedi. E o fato de ter escrito dois livros contando a minha história abriu a ele muitas portas também; hoje ele tem uma vida tão cheia de compromissos profissionais quanto a minha, uma mão lavou a outra. O único livro que quero que seja de minha autoria é o que pretendo publicar quando já formada em psicologia. Se surgirem outros e, caso o Tarquini queira colaborar novamente, adorarei.

Você escreve ficção? Tem vontade de escrever contos eróticos?

RP – Não escrevo ficção, pois não tenho paciência nem criatividade para ficar criando histórias. Mas, em compensação, gosto muito de ler livros com histórias fictícias. Em relação a contos eróticos, não teria a mesma criatividade, me basearia em histórias que vivi, mudando alguns detalhes talvez. Já fui convidada por uma revista masculina a ter uma coluna de contos eróticos. Na época, não aceitei por falta de tempo, mas, se surgir novamente outra proposta assim, aceitarei sem problemas.

Como é o seu interesse pela literatura? Tem lido algum livro?

RP – Tenho uma coleção enorme de livros, compro-os compulsivamente sempre com o pensamento: “Quando eu tiver tempo os lerei com calma.” Meu namorado até briga comigo quando vamos a uma livraria e quero comprar mais livros, ele diz que tenho de ler os que já temos em casa primeiro, mas os compro do mesmo jeito com a justificativa: “E se nunca mais encontrar este livro para comprar?” No ano passado, li pouquíssimo, bem menos do que gostaria, e o livro de que mais gostei foi Mentiras no divã. Atualmente estou lendo Marley & Eu e planejo ler pelo menos um livro por mês. Mas gosto muito de ler no dia-a-dia. Assino várias revistas, quase quinze no total, além de ler notícias pela Internet.

Quais são suas referências literárias? Tem algum escritor preferido?

RP – Lembro de quando uma professora de literatura da escola anunciou que tínhamos de ler Capitães de Areia, do Jorge Amado; suspirei fundo, fiz pouco caso, nem sabendo do que se tratava a história. Na verdade, naquela época eu achava insuportável a ideia de ser obrigada a ler, sempre gostei de fazê-lo por livre e espontânea vontade, não porque alguém o exigia. Na época não o li, mas quando decidi lê-lo, me apaixonei pela maneira como ele escreve. Depois li outros de sua autoria. Se ele fosse vivo, gostaria de conhecê-lo e cumprimentá-lo, pois foi com Capitães que aprendi a gostar realmente de literatura. Não tenho uma referência literária, já li vários da Agatha Christie, que são fabulosos. Acho que todos os escorpianos se excitam com o mistério que ela audaciosa e perfeitamente coloca nas histórias. Li vários da Zibia Gasparetto, pois são livros ótimos para a reflexão. Li os do Dan Brown, fictícios que parecem reais. Um livro autobiográfico que me emocionou muito e que já li mais de uma vez foi oEsmeralda – Por que não dancei que conta a vida de uma ex-moradora de rua. Adoro também livros de romance, um dos que mais gosto é o Dom Casmurro. Não posso esquecer de comentar as crônicas; quando não quero me envolver com histórias compridas, meu escritor preferido é Luis Fernando Veríssimo, que me faz rir e chorar. Enfim, não tenho alguma referência literária nem escritor preferido, gosto apenas de ler livros bons.

Você já leu o livro ou assistiu o filme Christiane F. – Treze anos, Drogada e Prostituída? O que achou?

RP – Li o livro há uns três anos, quando ainda estava me prostituindo, e lembro que, ao terminá-lo, pensei: “Não quero ter um final como o que ela teve.” Ainda não assisti ao filme por falta de oportunidade, mas verei assim que possível. Achei a história dela extremamente forte e bastante triste. O interessante é sentir que ela demonstrava querer sair dessa vida de prostituta e drogada e que, apesar de tudo, conseguiu se manter viva, sempre com muita esperança de que algum dia seria feliz ao lado de alguém que a amasse. O que mais chamou minha atenção foi o fato de ela ter começado a se prostituir para sustentar os vícios da cocaína e heroína. E isso tudo aos treze anos; imagina, uma criança que deveria estar brincando de boneca. A história de Christiane me emociona principalmente com a questão familiar, pois é o ponto principal e semelhante entre todas as garotas de programa. A garota que se prostitui e diz que tem uma relação familiar feliz e em paz está mentindo. Então a história dela afirma justamente isso. É uma pena que ela não tenha tido um final feliz, não conseguiu encontrar alguém para cuidá-la e amá-la, assim como não conseguiu se livrar do vício das drogas.

Tem alguma notícia sobre o filme inspirado em Doce Veneno do Escorpião?

RP – Tenho tido notícias, mas, por enquanto, ainda preciso mantê-las em sigilo. Não estou autorizada a divulgar nada além de quem será o diretor: Marcus Baldini.

No seu livro, você conta diversas histórias sexuais sem nenhum constrangimento, mas tem o pudor em escrever algumas palavras mais chulas… Por que isso?

RP – Não considero pudor o fato de não escrever no meu blog palavras pejorativas, nem de ter registrado dessa maneira tais palavras nos meus livros. Além disso, nesse caso, uma letra basta. Não é necessário escrever a palavra “cu” se, no meio de uma história onde o assunto seja sexo, lemos um “c”. Já associamos automaticamente à palavra. No caso do “p”, ainda é mais fácil, pois o leitor tem mais opções e pode imaginar a alternativa que bem quiser. Já com o “bu”, seria algo totalmente estranho se no livro houvesse um “va”. A palavra inteira da “bu” acho bonitinha, mas “bu” fica algo meigo e é assim que sempre me referi a essa região.

Como é a relação com os seus pais atualmente? Já ocorreu alguma aproximação?

RP – Ainda não tivemos uma aproximação, falta coragem da minha parte, pois tenho medo da reação deles, então tenho ido bem devagar nesse processo, respeitando o espaço e o sentimento deles. A poeira precisa baixar. Enquanto eu estiver evidente na mídia, a nossa aproximação será difícil. Sei que eles têm medo que eu os exponha mais ainda, de forma direta, mas eu não seria capaz disso, jamais faria sensacionalismo com esse assunto. No ano passado, tive um encontro e desencontro repentino com um primo por parte do meu pai. Mas estou bastante otimista em relação a isso, tenho consciência do quanto os fiz sofrer pelas atitudes que tomei na adolescência, e sei do quanto terei de batalhar para reconquistá-los. Nesse ano, fará cinco anos que não nos vemos; eles não me viram crescer, não acompanharam a minha transformação de menina para mulher, enfim, espero que me perdoem.

Como é a sua relação com a Internet? Pretende continuar escrevendo em seu blog?

RP – Já fui viciada em Internet – a ponto de ficar horas e mais horas e até virar noites conectada –, mas cansei e, mais, notei o quanto isso atrapalhava a minha vida pessoal. Estava simplesmente deixando de cumprir responsabilidades para ficar xeretando a vida alheia, no Orkut principalmente. Deletei o meu profile, parei de acompanhar blogs e sites de fofocas, de jogar joguinhos em tempo real com outras pessoas, enfim, hoje me limito a escrever no meu blog, acompanhar notícias e responder aos e-mails de fãs.

O que tira a Raquel do sério?

RP – Pessoas acomodadas na vida, que vivem reclamando de tudo e todos, mas que não fazem nada para mudar. São irritantes aqueles que esperam as coisas boas caírem do céu, não batalham para atingirem os objetivos e, quando não conseguem o que querem, culpam os outros. Também me tiram do sério as pessoas que não assumem os próprios erros, que transferem aos outros os próprios fracassos da vida ou que são santos de pau oco – cometem erros e fingem que nada fizeram. Outra é ver os políticos se preocuparem tão pouco com o país. E, quando fazem algo, são coisas tão esdrúxulas, que, no primeiro momento, não fariam nenhuma diferença. O último fato que me pegou de surpresa e me tirou totalmente do sério, por exemplo, foi a lei de que os letreiros das fachadas dos comércios precisam seguir um padrão, e quem não a cumprir pagará multa altíssima. A justificativa d essa nova lei é a necessidade de diminuir a poluição visual. Se juntássemos a quantia de dinheiro que todos os comerciantes estão gastando para modificar as fachadas dos comércios, seria o suficiente para tirar algumas famílias das ruas. Poluição visual para mim é ter de ver o sofrimento das crianças pedindo esmola nos faróis ou mendigos passando fome. Os políticos tinham de se preocupar primeiramente com os brasileiros que não vivem em situações dignas, que não têm oportunidades melhores de vida e também com a violência, que cresce dia após dia, e não se as letras das fachadas estão em tamanhos impróprios e poluindo o visual da cidade. De que adianta viver numa cidade teoricamente bonita, com os letreiros seguindo um padrão, se quando chove há inundações e a desigualdade social é enorme?

Qual tem sido sua rotina atualmente?

RP – Abomino a palavra rotina; meus dias precisam ser diferentes uns dos outros. Não consigo me imaginar acordando, trabalhando e almoçando sempre no mesmo horário, e por aí vai. No último mês, me acostumei a acordar cedo, entre 7h e 8h, por causa do fuso – em fevereiro estive durante 21 dias na Europa –, mas antes, quando não tinha nenhum compromisso pela manhã, acordava depois das 10h. Costumo ligar para a minha assessora para saber se tem algo marcado durante o dia e, se não tiver, cuido das minhas responsabilidades. O meu dia-a-dia é bastante agitado – não consigo ficar à toa, preciso me movimentar –, mas normal como o das outras pessoas; faço o que tenho de fazer. Trabalho muito no empreendimento que estou montando e, frequentemente, tenho reuniões de negócios, seja sobre o filme baseado na minha vida ou sobre novos projetos que querem me propor. Quanto a esses projetos atuais – que ocupam grande parte do meu dia –, não gosto de falar muito; gosto de agir para o quanto antes poder anunciar a notícia. Algo bem típico do escorpiano: damos pistas sem dizer claramente o que estamos fazendo, gostamos dos mistérios no ar. Mas posso garantir que neste ano pegarei muitos de surpresa, pois muitas novidades virão! Além de ao filme, estou ligada a uma peça de teatro, fui convidada a participar do elenco. Fora isso, terei outras turnês de lançamento de O Doce Veneno do Escorpião em outros países, sem data marcada, mas com a possibilidade de ocorrerem ainda neste ano. Durante três vezes por semana, vou à clínica de estética onde me cuido, faço tratamentos estéticos, além de cuidar do cabelo. Gosto de cuidar de mim, tanto do físico como da mente. Da mente cuido trabalhando, correndo para todos os lados, lendo e acompanhando o que está acontecendo no mundo. O JP (João Paulo, namorado dela) chega em casa entre 18h e 19h, então, depois desse horário não quero saber de nada além de ficar e fazer as coisas com ele, o que todos os casais fazem. A nossa relação é igual à de todos.

A prostituição vale a pena?

RP – Se valesse a pena, eu não teria parado de me prostituir.


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