Os favoritos de Ramon Mello
4 de janeiro de 2010  – Tempo de Letras – CBN – Simone Magno

O quadro desta semana é com o jornalista e escritor Ramon Mello, uma das melhores surpresas de 2009. Ele estreou com o livro de poesia Vinis mofados (Língua Geral) e ainda organizou o livro de memórias de Heloisa Buarque de Hollanda, Escolhas (Língua Geral) e a antologia digital Enter.

TL – Qual o primeiro livro que marcou sua vida?

RM – A leitura de Maria vai com as outras (Ática), de Sylvia Orthof, não sai da minha cabeça até hoje. Os desenhos da própria autora também são inesquecíveis. Li o livro quando cursava a alfabetização no Colégio Araruama, por indicação da professora “Tia Naia”. A ovelha Maria, protagonista da história, era uma mesmo maria-vai-com-as-outras, mas um dia percebeu que o melhor era fazer o próprio caminho. Não há metáfora melhor para a vida. Acredita que ainda folheio as páginas do livro? É uma alegria, sempre.

TL – Qual o livro que mais mexeu com você?

RM – Longa vida (Nova Fronteira), de Armando Freitas Filho, publicado em 1982. A capa do livro é do Rubens Gerchman e o prefácio da Ana Cristina César. Descobri o exemplar no sebo da Livraria Leonardo Da Vinci exatamente quando me preparava para entrevistar o “poeta-referência”. Armando tem uma simplicidade impressionante na escrita, ele consegue transformar o cotidiano em poesia. É um livro fundamental na minha vida.

TL – O que você está lendo agora?

RM – Neste momento, leio Me roubaram uns dias contados, romance inédito do poeta Rodrigo de Souza Leão, falecido em julho do ano passado. Sem dúvidas, Rodrigo é um dos autores mais originais que surgiu nos últimos anos. Basta ler Todos os cachorros são azuis para comprovar o que digo.


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